sexta-feira, 18 de março de 2011

Páginas amareladas


A lua inteira agora
É um manto negro
Oh! Oh!
O fim das vozes no meu rádio
Oh! Oh!
São quatro ciclos
No escuro deserto do céu...

Quero um machado
Prá quebrar o gelo
Oh! Oh!
Quero acordar
Do sonho agora mesmo
Oh! Oh!
Quero uma chance
De tentar viver sem dor...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

Hum! Hum! Hum Hum! Hum!...

A trajetória
Escapa o risco nú
Uh! Uh!
As nuvens queimam o céu
Matiz azul
Uh! Uh!
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

A lua o lado escuro
É sempre igual
Al! Al!
No espaço a solidão
É tão normal
Al! Al!
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

Estar lá!
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar
Sei que estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

Astronauta de mármore - Nenhum de nós

(Pai, mãe, eu e Marina, no seu aniversário de 1 aninho - eu estava com raiva pq usaram minha boneca "Bate-palminha" na hora dos parabens - eu tinha 4 anos)


Sons e cheiros nos remetem a épocas específicas da nossa vida. E hj acordei querendo ouvir Nenhum de nós, e lembrando fortemente do meu avô, o Vô Soares, pai da minha mãe.

Um dia da minha infância eu estava no quarto da minha mãe ao telefone com minha prima-melhor-amiga Patrícia. Lembro exatamente do cenário daquele quarto, em especial da cortina cor de rosa que separava o quarto da boutique que tínhamos em casa. Barra do Ceará, Rua 13 do Conjunto dos Bancários, casa 1590. Nunca esqueci esse endereço. E creio que nunca esquecerei.

Nesse dia, tocava no rádio-relógio Astronauta de mármore. E no meio do nosso papo sobre meninos, eu e Patrícia falamos sobre essa música. E não lembro se no mesmo dia, mas logo depois, soube em casa da morte do meu avô. Infarto fulminante. Ele tinha 72.

Lembro de minha mãe ligar e falar com a Nina, a babá, pra ela saber se eu queria ir ao velório. E eu não quis, e depois me arrependi profundamente. Fiquei em casa chorando até minha mãe chegar com meu pai. Fiquei lembrando do meu avô e de tudo que ele representava pra mim.

Minha avó sempre foi mais dura, rígida. A disciplinadora. Meu avô era puro amor. Mesmo qdo sem querer a gente chutava a canela dele eternamente machucada devido a uma mordida de cachorro na juventude. Ou qdo a gente batia o portão ao fechar e ele perguntava se meu pai sabia fazer portão, rs...

Lembro de ter cabelos enormes qdo criança... e que ele tinha como ninguém a paciência de desembaraça-los enquanto eu sentava no seu colo na cadeira de balanço de "macarrão". A mesma cadeira ainda existe na casa da minha avó, só que em lugar diferente... e já não com o mesmo "macarrão", que antes era amarelo, e hj é roxo.

Pequenas coisas que jamais são esquecidas fazem da nossa vida uma coleção de lembranças. Pessoas vão e vem e nenhuma delas passa desapercebida. Elas entram num album de fotografias, onde cada lembrança vira uma imagem eterna. E um dia, folheando nossas páginas, revivemos ao relembrar. Sem dor. Apenas com saudade.

(Foto de um final de ano em nossa casa na Barra - meu pai não bebia, mas tirou uma de bêbado essa noite só pra fazer charme na foto - Eu tinha uns 8 ou 9 anos)

(Chegada do meu pai do trabalho... nessa época, Armazens do Sul. Eu tinha uns 3 anos)

(Eu, Marina e Liliana, tb na casa da Barra - foi mais ou menos nessa época que meu avô faleceu)

A vida prossegue, e cada novo dia nos dar a chance de colecionar mais imagens. Olhar pra frente, e viver com intensidade o AMOR DE HOJE siginifica honrar a chance que Deus nos dá de recomeçar todos os dias.


Aos meus amigos, peço que estejam em oração pela minha família durante esse final de semana.

Amigos são jóias raras, oportunidades perfeitas de exercitarmos o amor. Amo cada um de vcs.

NUNCA DESISTIREI DE TER FÉ.

3 comentários:

Geórgea disse...

Mari, que post lindo, que emoção ao ler suas palavras, ver suas fotos...
Muito legal!
Pois que seja assim, orações pra vc e sua família serão feitas!!
Fica c/ Deus!
Beijocas

Anônimo disse...

Ei amiga...
Hj neste post pude conhecer um pouco mais de vc em uma época em que nem sonhavávamos quanto a existência uma da outra.
Achei o Rubens tão parecido com seu pai...
Enfim amiga, estou orando por vc e sua família.
Esta batalha já está ganha, prá honra e glória de Jesus.
Bjs,
Rejane.

Anônimo disse...

Ai Mariana como gosto de ver esses post seus q são pura nostalgia, leio e penso em mim, me recordo de coisas vividas na infancia, na adolescencia, engraçado como é so fechar os olhos e a gente vai pra la em segundos... e o mais incrivel é que guardo comigo tambem tanta recordação da casa das minhas avos, dos cheiros, de tudo, pena q nao consigo escrever como voce, mais ta tudo aaqui bem guardado dentro do meu coração, ah!! e eu tambem curti astronauta de marmore muuuuuuuuuuito, e tambem como voce Legião Urbana e tantos outros. Sagrada adolescencia. Bjo Mari
que bom poder conhecer mais um pouquinho de voce.
Luciene
Pba-Ms